Do sedentarismo ao exercício: como evoluir sem sobrecarregar o coração?

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Gustavo Pretto

Cardiologista

Iniciar atividade física é uma das decisões mais importantes para a saúde cardiovascular. No entanto, muitas pessoas saem do sedentarismo direto para treinos intensos, o que pode representar risco desnecessário. O coração é um músculo e precisa de adaptação progressiva.

Quando começamos a nos exercitar, ocorrem mudanças fisiológicas graduais: aumento do débito cardíaco, melhora da capacidade de extração de oxigênio pelos músculos e adaptação da frequência cardíaca ao esforço. Essas transformações não acontecem de forma imediata. Exigir intensidade elevada sem preparo pode sobrecarregar o sistema cardiovascular.

O chamado “atleta de fim de semana” exemplifica esse risco. Indivíduos que passam a semana sedentários e realizam atividade intensa apenas aos sábados ou domingos aumentam abruptamente a demanda cardíaca, elevando probabilidade de eventos, especialmente se já possuem fatores de risco não diagnosticados.

O caminho seguro começa com avaliação médica, principalmente para pessoas acima dos 35 anos ou com histórico familiar de doença cardíaca. Exames como teste ergométrico ou ergoespirometria podem ser indicados para avaliar resposta ao esforço e identificar alterações silenciosas.

A progressão deve priorizar aumento de volume antes de intensidade. Caminhadas leves são excelente ponto de partida. Com o tempo, pode-se ampliar duração e frequência, introduzindo intensidade moderada de forma gradual. Respeitar zonas de treinamento baseadas na frequência cardíaca ajuda a manter esforço dentro de limites seguros.

Leia também: Teste Ergométrico: veja como seu coração responde ao esforço físico

Sintomas como dor no peito, tontura, palpitações persistentes ou falta de ar desproporcional exigem interrupção imediata e avaliação médica. Exercício é ferramenta poderosa de prevenção, mas, como qualquer intervenção, depende de dose adequada.

Programas personalizados consideram idade, condicionamento atual, comorbidades e objetivos. A adaptação cardiovascular bem conduzida fortalece o coração, melhora controle pressórico e reduz risco de eventos futuros. A mensagem central é clara: exercício é remédio. Contudo, a eficácia depende da prescrição correta e da progressão consciente. Quer saber por onde começar sua vida de exercícios? Marque sua consulta conosco. 

Quem é o Dr. Gustavo Pretto?

Dr. Gustavo Pretto é graduado em Medicina pela Universidade Federal de Pelotas (2003). Realizou residência médica em Medicina Interna (Clínica Médica) na Universidade Federal de Santa Maria (2004–2005) e, em seguida, especializou-se em Cardiologia pelo Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul (IC-FUC).

Iniciou sua trajetória clínica em 2008, na cidade de Ijuí, onde também atuou até 2022 na UTI Coronariana do Hospital de Clínicas de Ijuí, além do atendimento em consultório

Em 2021, ampliou sua área de atuação ao iniciar a especialização em Cardiologia do Esporte, sendo um dos responsáveis por introduzir o exame de ergoespirometria na região noroeste do Rio Grande do Sul. É aluno da primeira turma de pós-graduação em Cardiologia do Esporte da Faculdade Brasília (FBD). Atualmente, o Dr. Gustavo divide sua rotina entre a Cardiologia Clínica e a Cardiologia do Esporte, oferecendo atendimento completo, atualizado e personalizado para cada paciente.

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“Cuidar do coração é respeitar os limites do corpo e desafiar o que você acredita ser possível.”

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