A importância de doar sangue — não é só solidariedade

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Gustavo Pretto

Cardiologista

Doar sangue é um ato que vai muito além de solidariedade: é uma necessidade constante da saúde pública. O sangue não pode ser fabricado artificialmente e tem prazo de validade. Isso significa que os estoques precisam ser mantidos por meio de doações regulares para garantir atendimento seguro em hospitais e centros cirúrgicos.

Transfusões são fundamentais em diversas situações: acidentes graves, cirurgias complexas, partos com complicações, tratamento de câncer, doenças hematológicas como anemia falciforme e em pacientes internados em unidades de terapia intensiva. Uma única doação pode beneficiar mais de uma pessoa, pois o sangue é separado em componentes — hemácias, plaquetas e plasma — cada um com aplicações específicas.

Manter estoques adequados evita o adiamento de cirurgias eletivas e reduz o risco em emergências. Em períodos de férias ou frio, as doações costumam cair, enquanto a demanda permanece constante. Por isso, a regularidade é tão importante quanto o volume. Outro ponto pouco divulgado é que, antes da doação, o candidato passa por uma triagem clínica e laboratorial. São avaliados pressão arterial, frequência cardíaca, níveis de hemoglobina e histórico de saúde. Esse processo funciona como um pequeno check-up gratuito, capaz de identificar alterações que muitas vezes a pessoa desconhecia.

Leia também: VO₂ Máximo: o que significa e por que é o ouro da performance cardiovascular

Existe ainda a discussão sobre efeitos fisiológicos da doação. Ao remover parte do volume de hemácias, pode ocorrer uma redução temporária da viscosidade do sangue. Alguns estudos sugerem que níveis muito elevados de hematócrito estão associados a maior risco cardiovascular, embora a doação não seja indicada como tratamento preventivo formal. O mais importante é compreender que doar sangue não prejudica a saúde de quem está apto — ao contrário, é um procedimento seguro quando realizado nos critérios adequados.

Em resumo, doar sangue é uma ação individual com impacto coletivo direto. Não é apenas um gesto simbólico: é uma engrenagem essencial do sistema de saúde. Quer saber se você está apto a doar sangue? Converse comigo para saber mais.

Quem é o Dr. Gustavo Pretto?

Dr. Gustavo Pretto é graduado em Medicina pela Universidade Federal de Pelotas (2003). Realizou residência médica em Medicina Interna (Clínica Médica) na Universidade Federal de Santa Maria (2004–2005) e, em seguida, especializou-se em Cardiologia pelo Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul (IC-FUC).

Iniciou sua trajetória clínica em 2008, na cidade de Ijuí, onde também atuou até 2022 na UTI Coronariana do Hospital de Clínicas de Ijuí, além do atendimento em consultório

Em 2021, ampliou sua área de atuação ao iniciar a especialização em Cardiologia do Esporte, sendo um dos responsáveis por introduzir o exame de ergoespirometria na região noroeste do Rio Grande do Sul. É aluno da primeira turma de pós-graduação em Cardiologia do Esporte da Faculdade Brasília (FBD). Atualmente, o Dr. Gustavo divide sua rotina entre a Cardiologia Clínica e a Cardiologia do Esporte, oferecendo atendimento completo, atualizado e personalizado para cada paciente.

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“Cuidar do coração é respeitar os limites do corpo e desafiar o que você acredita ser possível.”

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