“Sangue grosso” — mito ou verdade?

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Gustavo Pretto

Cardiologista

O termo popular “sangue grosso” não é um diagnóstico médico formal, mas costuma se referir a “Sangue grosso” — mito ou verdade sanguínea ou a um hematócrito elevado — ou seja, maior proporção de células vermelhas no sangue. Quanto maior essa concentração, mais espesso o sangue pode se tornar, dificultando o fluxo pelos vasos.

As causas reais incluem desidratação, que reduz o volume de plasma e concentra as células; policitemia, condição em que há produção excessiva de hemácias; tabagismo; doenças pulmonares crônicas; e até permanência em grandes altitudes. Em alguns casos, alterações hormonais ou uso inadequado de substâncias também podem elevar o hematócrito.

Clinicamente, aumento significativo da viscosidade pode contribuir para maior risco de eventos trombóticos, pois o fluxo sanguíneo fica mais lento. Entretanto, a maioria das pessoas que acredita ter “sangue grosso” não apresenta alterações relevantes em exames laboratoriais.

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É importante esclarecer: doar sangue não “engrossa” o sangue. Pelo contrário, ao reduzir temporariamente a quantidade de hemácias, pode diminuir a viscosidade no curto prazo. O organismo recompõe o volume plasmático em poucos dias e as hemácias em algumas semanas.

Se houver suspeita de alteração, o caminho correto é realizar exames como hemograma completo e avaliação médica. Termos populares ajudam na comunicação, mas a conduta deve sempre se basear em critérios clínicos objetivos. Agende sua avaliação cardiológica e cuide do seu coração conosco. 

Quem é o Dr. Gustavo Pretto?

Dr. Gustavo Pretto é graduado em Medicina pela Universidade Federal de Pelotas (2003). Realizou residência médica em Medicina Interna (Clínica Médica) na Universidade Federal de Santa Maria (2004–2005) e, em seguida, especializou-se em Cardiologia pelo Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul (IC-FUC).

Iniciou sua trajetória clínica em 2008, na cidade de Ijuí, onde também atuou até 2022 na UTI Coronariana do Hospital de Clínicas de Ijuí, além do atendimento em consultório

Em 2021, ampliou sua área de atuação ao iniciar a especialização em Cardiologia do Esporte, sendo um dos responsáveis por introduzir o exame de ergoespirometria na região noroeste do Rio Grande do Sul. É aluno da primeira turma de pós-graduação em Cardiologia do Esporte da Faculdade Brasília (FBD). Atualmente, o Dr. Gustavo divide sua rotina entre a Cardiologia Clínica e a Cardiologia do Esporte, oferecendo atendimento completo, atualizado e personalizado para cada paciente.

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“Cuidar do coração é respeitar os limites do corpo e desafiar o que você acredita ser possível.”

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