O termo popular “sangue grosso” não é um diagnóstico médico formal, mas costuma se referir a “Sangue grosso” — mito ou verdade sanguínea ou a um hematócrito elevado — ou seja, maior proporção de células vermelhas no sangue. Quanto maior essa concentração, mais espesso o sangue pode se tornar, dificultando o fluxo pelos vasos.
As causas reais incluem desidratação, que reduz o volume de plasma e concentra as células; policitemia, condição em que há produção excessiva de hemácias; tabagismo; doenças pulmonares crônicas; e até permanência em grandes altitudes. Em alguns casos, alterações hormonais ou uso inadequado de substâncias também podem elevar o hematócrito.
Clinicamente, aumento significativo da viscosidade pode contribuir para maior risco de eventos trombóticos, pois o fluxo sanguíneo fica mais lento. Entretanto, a maioria das pessoas que acredita ter “sangue grosso” não apresenta alterações relevantes em exames laboratoriais.
Leia também: Holter 24h: o exame que revela alterações silenciosas no ritmo do coração.
É importante esclarecer: doar sangue não “engrossa” o sangue. Pelo contrário, ao reduzir temporariamente a quantidade de hemácias, pode diminuir a viscosidade no curto prazo. O organismo recompõe o volume plasmático em poucos dias e as hemácias em algumas semanas.
Se houver suspeita de alteração, o caminho correto é realizar exames como hemograma completo e avaliação médica. Termos populares ajudam na comunicação, mas a conduta deve sempre se basear em critérios clínicos objetivos. Agende sua avaliação cardiológica e cuide do seu coração conosco.